Saiba tudo sobre a saída do PIS e COFINS e a nova CBS em 2027

Saiba tudo sobre a saída do PIS e COFINS e a nova CBS em 2027

Entenda como a substituição do PIS e da COFINS pela CBS em 2027 pode impactar os tributos, a gestão financeira, os preços e o planejamento da sua empresa.

A Reforma Tributária está promovendo uma das maiores mudanças no sistema de tributação sobre o consumo no Brasil. Entre as principais alterações está a substituição do PIS e da COFINS pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), prevista para começar em 2027.

Para as empresas, essa mudança não representa apenas a troca do nome de um tributo. Ela envolve alterações na forma de cálculo, aproveitamento de créditos, emissão de documentos fiscais, sistemas de gestão e planejamento financeiro. Por isso, acompanhar o cronograma da Reforma Tributária será essencial para uma boa Gestão da empresa.

A Receita Federal informa que, em 2026, CBS e IBS estão em fase de teste, enquanto a partir de 2027 começa uma nova etapa da transição, com a extinção do PIS e da COFINS e a entrada efetiva da CBS.

1. O que acontece com o PIS e a COFINS em 2027?

Atualmente, PIS e COFINS são importantes contribuições federais que incidem sobre diversas operações realizadas pelas empresas. Dependendo do regime tributário e da atividade, a apuração pode seguir diferentes regras, especialmente nos regimes cumulativo e não cumulativo.

Com a Reforma Tributária, esse cenário começa a mudar.

A partir de 2027, PIS e COFINS serão extintos e substituídos pela CBS, que será um tributo federal integrante do novo modelo de tributação sobre o consumo.

A CBS faz parte de uma proposta mais ampla de simplificação tributária, que também contempla o IBS, de competência estadual e municipal.

Na prática, a ideia é substituir diversos tributos que atualmente incidem sobre o consumo por um sistema baseado em dois grandes tributos: CBS e IBS.

É importante destacar que a mudança será gradual. Portanto, a empresa não deve esperar 2027 chegar para começar a analisar seus impactos.

2. O que é a CBS e como ela funcionará?

A CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços será um tributo federal criado dentro da Reforma Tributária.

Seu objetivo é substituir principalmente PIS e COFINS, adotando uma lógica de tributação baseada no valor agregado e na não cumulatividade.

Isso significa que a empresa deverá observar com atenção as regras relacionadas aos créditos tributários.

A legislação prevê que, durante o período de transição, a CBS terá regras e alíquotas específicas. Em 2026, por exemplo, está prevista uma alíquota de teste de 0,9% para a CBS, enquanto o IBS terá alíquota de 0,1%. Em 2027 e 2028, a alíquota da CBS será definida conforme as regras de transição previstas na legislação.

Por isso, não é correto simplesmente pegar a atual alíquota de PIS e COFINS e considerar que ela será substituída pela mesma porcentagem na CBS.

A forma de cálculo, os créditos, as operações tributadas e as regras específicas precisam ser analisados dentro do novo sistema.

Para o empresário, isso significa que Gestão Financeira e planejamento tributário passam a ter ainda mais importância.

3. O que muda para a empresa na prática?

A mudança para a CBS poderá afetar diversas áreas da empresa, e não somente o departamento fiscal.

Um dos primeiros pontos de atenção será o sistema de emissão de notas fiscais.

Os sistemas utilizados pela empresa precisarão estar preparados para as novas informações exigidas pela legislação tributária. Além disso, empresas precisarão revisar cadastros de produtos e serviços, regras fiscais, parâmetros de tributação e integrações com softwares contábeis e financeiros.

Outro ponto importante é a formação do preço de venda.

Se os tributos incidentes sobre determinada operação mudam, a empresa precisa avaliar se seus preços continuam adequados. Uma precificação feita sem considerar a nova estrutura tributária pode comprometer diretamente a margem de lucro.

Por isso, entre as principais Dicas de Empreendedorismo para esse período está a recomendação de não olhar a Reforma Tributária somente pelo ponto de vista do imposto.

É necessário avaliar o impacto sobre:

  • Formação do preço de venda;
  • Margem de lucro;
  • Fluxo de caixa;
  • Compras e fornecedores;
  • Contratos comerciais;
  • Sistemas de emissão de notas;
  • Créditos tributários;
  • Planejamento financeiro;
  • Indicadores de rentabilidade.

A Reforma Tributária deve ser tratada como um projeto estratégico da empresa.

4. Como a CBS pode impactar a Gestão Financeira?

Uma das maiores preocupações dos empresários deve ser entender como a nova estrutura tributária poderá influenciar o fluxo financeiro da empresa.

Tributos fazem parte da rotina financeira de qualquer negócio. Quando ocorre uma alteração relevante na forma de apuração, é necessário revisar projeções e cenários.

Imagine uma empresa que calcula seus preços considerando determinada carga tributária e possui contratos comerciais de longo prazo. Se a estrutura dos tributos mudar, a margem inicialmente projetada poderá não ser mais a mesma.

Por isso, a Gestão Financeira precisa caminhar junto com o planejamento tributário.

Também será importante analisar o impacto dos créditos da CBS nas operações de compra e venda. A sistemática de créditos poderá influenciar decisões relacionadas à escolha de fornecedores, estrutura de custos e até mesmo à organização da cadeia de negócios.

Outro ponto é o fluxo de caixa.

A empresa deverá entender quando o tributo será apurado e recolhido, quais créditos poderão ser utilizados e como essas mudanças afetarão sua necessidade de capital de giro.

Uma boa gestão não espera o problema aparecer. Ela trabalha com cenários.

Nesse sentido, uma das melhores Dicas de Empreendedorismo é começar desde já a simular diferentes possibilidades para 2027.

5. O que sua empresa deve fazer para se preparar para 2027?

A preparação para a CBS deve começar antes da mudança efetiva.

O primeiro passo é conversar com o contador e entender como a Reforma Tributária poderá afetar especificamente a atividade da empresa.

Cada negócio possui características diferentes. Segmento, regime tributário, tipo de operação, fornecedores, clientes e estrutura de custos podem influenciar os impactos da mudança.

Também é importante revisar os sistemas utilizados pela empresa.

O setor fiscal deverá acompanhar as atualizações relacionadas à emissão de documentos fiscais, enquanto o setor financeiro deverá avaliar os impactos sobre preços, margens e fluxo de caixa.

Além disso, vale realizar uma revisão dos contratos comerciais, principalmente aqueles que possuem valores definidos por períodos longos.

Outro cuidado importante é evitar decisões precipitadas.

Ainda existe um período de transição e diversas regras dependem de regulamentação e atualização. Portanto, o empresário precisa acompanhar as informações oficiais e evitar utilizar simulações genéricas como se fossem definitivas.

A Receita Federal destaca que a implementação da Reforma Tributária ocorrerá gradualmente, com etapas entre 2026 e 2033. Em 2027 e 2028, ocorre uma fase importante da transição, incluindo a extinção do PIS e da COFINS e a implementação da CBS.

Conclusão

A saída do PIS e da COFINS e a chegada da CBS em 2027 representam uma mudança significativa para as empresas brasileiras.

Mais do que substituir dois tributos por outro, a Reforma Tributária poderá provocar mudanças na apuração, nos créditos, nos documentos fiscais, na formação de preços e na própria organização financeira dos negócios.

Por isso, empresários que desejam manter uma boa Gestão da empresa devem começar a se preparar desde já.

As principais Dicas de Empreendedorismo para esse momento são: acompanhar as mudanças na legislação, conversar com profissionais especializados, revisar os sistemas da empresa, simular impactos financeiros e avaliar cuidadosamente os efeitos sobre preços e margens.

No final, entender os Tributos não deve ser apenas uma preocupação do contador. É uma parte importante da estratégia empresarial.

Quanto antes a empresa compreender os impactos da CBS, maiores serão as chances de realizar uma transição organizada e evitar surpresas na Gestão Financeira.

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